Por que aparecem a acne e os cravos?

Espinhas. Cravos. Não importa o que aparecer no seu rosto, você quer que desapareça, né?

Qual é o Motivo que aumenta aparição de acne e os cravos?

Os poros da pele contêm glândulas que produzem sebo. O sebo é uma mistura de óleos e ceras que em geral são bons para o cabelo e a pele; não é nada negativo. Mas um hormônio chamado testosterona faz as glândulas sebáceas produzirem mais sebo do que deveriam; isto pode bloquear os poros, como em um engarrafamento.

Por que aparecem a acne e os cravos

Nos poros bloqueados, as bactérias atacam e soltam enzimas que causam inflamação. Se as glândulas sebáceas se infectam com bactérias, pode aparecer uma área vermelha (a espinha) ou espinhas com pus branco ou amarelo. Os cravos aparecem quando os poros são fechados e a superfície escurece.

As espinhas não aparecem somente no rosto. É comum aparecerem nas costas ou no peito. Para se livrar delas você pode consultar um dermatologista, ele vai dar um tratamento adequado para seu problema.

GEOTERAPIA - USO MEDICINAL DA ARGILA

Geoterapia O que é?

É a aplicação de argila, para ombate “febres internas” e inflamações.
Em máscaras faciais, é empregadas na limpeza profunda da pele, agindo como um dos melhores cosméticos naturais.
Inúmeros pesquisadores da ciência médica, fizeram uso dos efeitos geoterápicos encontrados no solo. Entre eles, o próprio “pai da medicina” – Hipócrates – combateu várias doenças degenerativas, entre elas o temível câncer, com recursos geoterápicos.
Recentemente os vietnamitas fizeram uso de suas propriedades medicamentosas contra queimaduras por ocasião da famosa guerra entre vietnã do sul e Norte.

GEOTERAPIA - USO MEDICINAL DA ARGILA

A palavra geoterapia vem do grego onde Geo = terra e Terapia está relacionada a tratamento. Dessa forma a Geoterapia é uma terapia natural que se utiliza das propriedades medicinais da terra, do barro gerando assim um equilíbrio corporal restabelecendo e recuperando a saúde. A geoterapia pode ser usada tanto de modo preventivo como auxiliar no tratamento de doenças.

A Historia da Geoterapia:

Há milhares de anos atrás já se conheciam e se confiavam nos seus efeitos curativos. A força curativa da terra molhada foi descoberta por Priessnitz e os médicos antigos recorriam muitas vezes a esse recurso. Grandes naturistas alemães como Kneipp, Kuhn, Just, Felk muito contribuíram para o renascimento do emprego da argila no contexto dos tratamentos naturais, dos quais o naturista Mahatma Gandhi foi sempre um fiel adepto. Hipócrates, médico grego, considerado o “Pai da Medicina”, freqüentemente utilizava a argila em seus trabalhos e ensinava seus discípulos como usá-la de maneira adequada. Nos últimos tempos, a ciência também se interessou pela argila. Nos hospitais alemães é empregada como remédio. Na Alemanha, Suíça e noutros países é utilizada pela medicina oficial para tratamento de várias doenças.

Principais efeitos da Geoterapia:

Permutação – permite a troca de energia dos minerais com a parte afetada.

Equilíbrio Térmico – regulariza a temperatura do órgão enfermo uniformizando a irrigação sanguínea.

Ação Anti-radioativa – anula os efeitos maléficos promovidos pelas radioatividades solares e eletroféricas, mesmo em decorrência da diminuição da camada de ôzonio. Atua também contra resíduos nucleares provenientes de explosões minerais. Entre os metais produtores de efeitos nucleares encontra-se o estrôncio, de número atômico 38, cujos efeitos colaterais são combatidos pela aplicação de argila

Poder absorvente: Capta elementos não utilizáveis da alimentação, dos produtos de desassimilação e de descamação.

Ação antibacteriana: Expulsa do organismo tudo que é putrefação, decomposição e desorganização.

Tratamento da pele: A argila também é muito indicada no tratamento de acnes, pois absorve a sujeira e a oleosidade da pele, transmitindo os nutrientes que esta necessita, hidratando e limpando os poros.

É antiinflamatório, anti-séptico, absorvente, analgésico, antiinfeccioso, emoliente, antitraumático, tonificador, cicatrizante, desobstruente, antitóxico, regulador orgânico, estimulante, vitalizador, refrescante…

Uso Medicinal Externo

Podemos empregá-la externamente em forma de cataplasmas, enfaixamentos, fricções e banhos de lama, com as seguintes funções farmacodinâmicas: antitumoral, anti-séptica, anti-reumática, antiinfecciosa, cicatrizante, emoliente, vitalizante, refrescante, aperiente, anti-risêmica (contra as rugas) etc.

Em sua preparação adicionam-se água e cebola ralada, ou mel, ou repolho (de acordo com sua aplicação medicamentosa).A espessura do “barro” sobre a parte afetada deve corresponder a 1 ou 2 cm, e o tempo de uso pode variar de 2 a 3 horas.

A higiene pessoal após um tratamento geoterápico deve ser realizada de preferência com água fria, o que complementa sua ação antifebril. Importante: não é aconselhado seu emprego acima do tempo especificado, pois devido ao processo de absorção epitelial (perspiratio insensibilis), as toxinas retiradas podem ser reabsorvidas.

No baixo-ventre e estômago, nestas partes do corpo a argila atua como antitérmica, eliminando as substâncias tóxicas originadas pelos processos fermentativos. É revitalizante do sistema digestivo.

As aplicações

O emprego da terra, a título curativo, é como qualquer outro meio natural, muito simples. A argila pode ser aplicada diretamente no corpo do paciente, na parte onde se apresenta disfunção, através de cataplasma, compressas, emplastros, ligaduras, banhos…, com a argila fria ou quente conforme a enfermidade. Pode ser aplicada no corpo todo ou somente em partes específicas. Pode-se também usá-la internamente através de cápsulas, gargarejos ou misturada à água. Faz-se também irrigações e lavagens. Em alguns casos usa-se como pó higiênico para os pés, ungüentos e na limpeza dos dentes. No tratamento interno, a argila é muito eficaz para o aparelho digestivo, principalmente nos processos de diarréia, intoxicação, estômago…, porque fornece ao organismo os sais minerais que este precisa. No tratamento externo é eficaz para problemas decorrentes da má circulação como dores, artrite, artrose, inchaço e outros.

Em compressas quentes: diluí-la em água mineral morna, até transformá-la numa pasta, depois coloque-a em uma gaze e aplique-a no local desejado, por um período de 20 a 30 minutos.

Em compressas frias: usar água mineral à temperatura normal e aplicar por 2 horas.

Em aplicação direta: principalmente no rosto, aplicar a pasta diretamente sobre a pele em uma camada bem fina.

Pode ser aplicada topicamente no tórax, no abdômen, na região pélvica, na coluna, sobre os rins, nas pernas, nos braços, no rosto, na cabeça e no pescoço.

Pode também ser usada por via oral, neste caso, dilui-se uma colher das de chá de silicato minimizado em um copo de água mineral, aguarde a decantação (30 minutos), despreze a parte sólida e tome o líquido em jejum ou 1 hora antes das refeições. Para melhores esclarecimentos é necessário procurar um proficional da saúde que conheça do assunto.

Aplicação na estética: No rosto, pescoço, mãos e braços, para eliminar manchas senis e espinhas.

Aplicação da argila com ação terapêutica:

na garganta: para casos de inflamação e calos nas cordas vocais

no pescoço: em casos de tumor na parótida e obstrução das veias que alimenta o cérebro

nos ombros: nas burcites e artrose nos seios: nas displasia , mastite e cisto

nos braços: casos de tendinites e tenossinovite nos joelhos: artrose

nas pernas: varizes, trombose venosa, flebite, varicose

nos calcanhares: para esporão de calcareo, gota

Aplicação da argila na região da coluna: Para os casos de artrose na cervical, lombar, hérnia de disco (dissolver), inflamação do nervo ciático

Na região do pulmão: Para as bronquites, nos fibromas pulmonares.

PEITO Age como expectorante nos casos de asma e bronquite. Promove também o descongestionamento do aparelho respiratório nos casos de pneumonia e tuberculose. Em regiões frias esta cataplasma deve ser aplicada quente a fim de não proporcionar crises dispnéicas nos enfermos. RINS Aplica-se contra inflamações nefríticas e nas irritações provenientes dos cálculos renais.

GENITAL ANAL São aplicadas em forma de “T” no combate às hemorróidas e doenças dos aparelhos genitais feminino e masculino.Nestes locais a argila deve ser colocada com gaze de tamanho médio, preferindo-se não colocá-la diretamente sobre a pele, quando o doente for do sexo feminino. COSTAS E COLUNA Contra as inflamações neuromusculares gerais, especialmente nas regiões lombo-dorsais.

CABEÇA Deve-se fazer um invólucro no local com o auxílio de uma faixa. Seu uso é importante nos distúrbios cerebrais e do sistema nervoso. É muito útil contra epilepsia e convulsões em geral. CORAÇÃO Serve como cardiotônica.Os cuidados descritos na cataplasma da região peitoral devem ser mantidos neste tratamento. Se o paciente não se adaptar ao tratamento, pode-se transferir a aplicação à área do baixo-ventre.

APRENDA COMO PREPARAR A ARGILA
INGREDIENTES MODO DE PREPARO
• Chá especifico ou água
• Argila verde ou branca ( pó )
• Recipiente de barro ou vidro
• Colher de pau
• Ataduras
 Coloque em um recipiente 1 xícara de argila e despeje 1/2 xícara de água. Aguarde alguns minutos e misture com a colher de pau até formar uma pasta. Mergulhe, uma atadura no preparado e coloque-a na região desejada e enfaixe com ataduras limpas e deixe agir por duas horas. A aplicação do cataplasma deve ser feita duas horas antes ou duas horas depois das refeições.
HIDROTERAPIA - USO MEDICINAL DA ÁGUA

Hidroterapia O que é?

A hidroterapia entende-se o tratamento pela água sob suas diversas formas e a temperaturas variáveis. A água é um dos meios de cura, um veículo de calor ou frio para o corpo. Aplicada ao corpo, opera nele modificações que atingem, em primeiro lugar, o sistema nervoso, o qual, por sua vez, age sobre o aparelho circulatório, produzindo efeitos sobre a regularização do calor animal.

As reações da aplicação da água são, três: 1- nervosa 2- circulatória 3- térmica.

Beber Água Pura e Fresca

É um bom hábito tomar, pela manhã, em jejum, um copo de água pura e fresca, e outro copo à noite, antes de deitar. Isso auxilia os rins e a bexiga em seu processo eliminatório e na regularização da temperatura do organismo. Durante o dia, o consumo de água ideal é de, no mínimo, 2 litros, numa temperatura agradável. O hábito de beber água regularmente, resulta num aspecto saudável, com pele sedosa e limpa.

Caminhar na Água

Segundo Mons. Sebastião Kneipp no livro O MÉDICO DA ÁGUA, “caminhar na água é um recurso terapêutico muito importante, que atua sobre os rins, preservando-os das doenças”. Além disso, é bom para a bexiga, facilita a respiração, expulsa os gases do estômago e combate a dor de cabeça. O caminhar na água pode ser feito dentro de uma banheira, na qual se coloca um pouco de água fria, até à altura dos tornozelos. O paciente, em pé, faz movimentos com os pés como se caminhasse. Gradualmente, aumenta-se o nível da água, até que atinja a panturrilha (barriga da perna) e finalmente os joelhos. Este exercício deve durar de 5 a 10 minutos. Ao sair da banheira, faz-se movimentos com as pernas para restaurar a temperatura ideal.

Caminhar Sobre Grama Molhada

Esse exercício tem duração de aproximadamente 45 minutos, e deve ser feito pela manhã, antes do nascer do sol. É especialmente indicado para activar a circulação sanguínea e acalmar o sistema nervoso. Após o exercício, enxugar os pés, vestir meias secas e calçados confortáveis, e fazer uma leve caminhada em terreno seco e plano.

Banho de Imersão

Banho feito em banheiras, com água fria ou quente.

FRIO: Deve ser rápido, com duração máxima de 2 minutos. E indicado para baixar febres, acalmar o sistema nervoso e activar a circulação.

QUENTE: Tem duração de 20 minutos e pode ser potencializado através de chás medicinais, tais como cavalinho, palha de aveia, flores de feno, samambaia do mato, alfafa, eucalipto etc. Coloque também um pouco de sal grosso na água. Depois do banho, tome uma rápida ducha de água fria, para fechar os poros. Este banho é especialmente indicado para combater doenças artríticas e reumáticas.

HIDROTERAPIA - USO MEDICINAL DA ÁGUA

Fricções

Consiste em massagens metódicas ao longo do corpo, com uma toalha de banho molhada em água fria. Inicia-se a fricção no umbigo (1), descendo até o pé direito (2); de volta ao umbigo, desça ao pé esquerdo(3). Dobre a toalha e massageie o tórax e a virilha (4); em seguida massageie o pescoço e o braço direito e a lateral da perna direita, até o pé (5). De volta ao pescoço, repita o procedimento no lado esquerdo do corpo (6). Em seguida, repita no lado direito das costas e no lado esquerdo (7); depois passe por entre as pernas e finalmente estenda a toalha no chão e pise sobre ela (8). Na passagem de um membro a outro, a toalha deve ser dobrada, para que esteja sempre resfriada. Este procedimento deve ser feito próximo ao leito, para que o paciente possa deitar-se e agasalhar-se logo após terminá-lo.

As fricções são especialmente indicadas nas seguintes enfermidades:

• Angina do peito
• Beribéri
• Distúrbios da gravidez
• Distúrbios nervosos
• Impotência
• Insônia
• Prostatite

Água fria

A Água fria excita fortemente a sensibilidade periférica, e a excitação experimentada é levada, por via centrípeta, até os centros corticais, produzindo diversos reflexos, dos quais para nós os mais interessantes ocorrem na periferia, nos vasos superficiais e nos órgãos subjacentes na pele.

O sistema nervoso sensitivo, excitado na totalidade das suas ramificações periféricas, é estimulado e melhorado nas suas funções, produzindo, no indivíduo, uma sensação de bem-estar, e a pessoa se sente reanimada, alegre e disposta para o trabalho. O sistema nervoso recobra o seu tom. Por isso se pode dizer que a água fria é um tônico para o sistema nervoso. A aplicação de água fria ao corpo ao mesmo tempo tônica e sedativa, regulariza as funções nervosas e é indicada na luxação.

Quando a água fria toca a pele, os vasos periféricos se contraem, o coração retarda momentaneamente suas batidas e a pressão arterial aumenta. Ao cabo de alguns segundos graças ao relaxamento dos vasos periféricos, a pele se torna mais corada. Baixa a pressão arterial e o coração acelera suas batidas.

Na aplicação de água fria verificam-se, pois, duas fases : em primeiro lugar a vasoconstrição e hipertensão:

em segundo lugar a vasodilatação e hipotensão. Logo em seguida, a -circulação volta, nos indivíduos normal;. ao seu estado habitual.

A vasoconstrição produzida pelo contato da água fria, é, pois, um reflexo de defesa destinado a diminuir a perda de calor. Nesse ato é modificada a distribuição da massa sangüínea Que conduz o calor. O sangue é afastado da periferia e impelido para dentro. Em resultado, há aumento de calor interno, e, em seguida, nas aplicações rápidas de água fria, vem a irradiação do calor do centro para a periferia, em virtude da vasodilatação, graças à qual o sangue é enviado, em abundância, do centro para a periferia.

Nas aplicações mais prolongadas de água fria, a fase da vasoconstrição é mais demorada e a fase da vasodilatação é menos rápida e menos ativa, maior é o esfriamento do corpo e mais lento o seu aquecimento.

Nas aplicações demasiadamente prolongadas, o aquecimento pode faltar.

Água quente

A água quente produz, como a água fria, a excitação da sensibilidade periférica e determina quase igual série de reflexos. A principal diferença é que a água fria é mais tônica e sedativa que a água quente. Outrossim, a aplicação demasiadamente longa desta última é deprimente.

Com água quente também se verificam as duas fases já mencionadas:

1- vasoconstricção com hipertensão

2-vasodilatação com hipotensão.

A princípio há, com a aplicação de água quente, produção de muito calor. Depois a defesa orgânica contra a elevação da temperatura interna se efetua por meio de uma vasodilatação periférica enérgica, e por transpiração se a aplicação é de duração suficiente.

As aplicações hidroterápicas frias ou quentes têm, em seus efeitos sobre o corpo humano, a pele como intermediário. Da superfície da pele parte a impressão sensitiva que constitui a reação da sensibilidade, o reflexo vasomotor que provoca a reação circulatória, e o reflexo térmico que regula, por meio dos vasomotores, o gasto de calor periférico.

Por outro lado, o estado da pele também sofre modificação. As duas fases – vasoconstrição e vasodilatação

  • a afetam especialmente, de vez que os capilares cutâneos são os mais diretamente interessados. A pele fica, sucessivamente pálida, e, logo em seguida, rosada, em virtude dos movimentos vasculares, graças aos quais a pele pode desempenhar-se mais facilmente das suas funções das quais, a que mais nos interessa no momento, é a eliminação das substâncias morbosas, pela freqüente transpiração, este resultado pode ser alcançado tanto com água fria como com água quente, mas o efeito da primeira é maior.

A hidroterapia, como tratamento capaz de operar profundas modificações no organismo, tem igualmente influência sobre a nutrição, pois está comprovado que este tratamento aumenta o número de glóbulos vermelhos e de glóbulos brancos do sangue, aumenta a taxa de hemoglobina, age sobre a excreção urinária, tem efeito sobre a evacuação, aumenta a eliminação das matérias azotadas e do ácido úrico, ele.

Banhos quentes

Os banhos quentes (de 37° a 40°C) são tônicos se são curtos (5, 10 ou lá minutos). Sendo mais demorados, ou muito freqüentes, tornam-se deprimentes. Inicialmente a temperatura da água deve ser morna ou neutra (30° a 35°C) ; vai-se acrescentando água quente aos poucos, até que a temperatura chegue a 40°C. Quem não está acostumado a tomar banhos quentes, deve começa com banhos rápidos, digamos de 5 minutos, aumentando um pouco a duração em cada banho seguinte. Estes banhos se recomendam aos obesos, aos que sofrem de gota, podagra, reumatismo, às pessoas predispostas aos espasmos; recomendam-se também para aliviar convulsões, etc.

No começo da febre escarlatina, do sarampo, da rubéola, um banho quente de 10 minutos, faz aparecer a erupção. O banho quente também é bom para provocar o aparecimento da menstruação e para aliviar a menstruação dolorosa. O banho quente faz suar e ajuda a eliminar as substâncias morbosas que o corpo envenenado por um falso modo de viver é demasiado fraco para por si mesmo expulsar. Antes de se tomar um banho quente, deve-se tomar copiosa quantidade de água fria. Durante o banho é bom aplicar compressas frias à cabeça, para evitar a congestão cerebral.

À água do banho acrescenta-se o cozimento de folhas de eucalipto, cavalinha, flores de feno, e outras plantas. Imediatamente ao sair do banho quente, deve a pessoa tomar um choque de água fria. Pode tomar um chuveiro frio, rápido, de meio minuto, ou alguém derramar-lhe água fria por cima. Isso para evitar que se resfrie.

Banhos neutros

Os banhos neutros (33° a 36°C – 10 a 20 minutos) são bons para as pessoas enfermas, para os débeis, anêmicos, reumáticos, nervosos, para os que sofrem de insônia, etc. Se se toma o banho para combater a insânia, etc. Se se toma o banho para combater a insônia, toma-se imediatamente antes de se deitar. À água do banho pode-se acrescentar o decocto de muitas plantas medicinais. Durante o banho, é bom refrescar a cabeça com água fria. No fim toma-se um chuveiro frio rápido.

Banhos frios

Os banhos frios (8° a 15°C) de imersão, não devem durar mais do que 1/2 a 1 minuto. Os de chuveiro podem durar um pouco mais. Boa praxe é começar com um banho bem curto e estender a duração em cada banho seguinte.

Pode-se tomar o banho frio de manhã e de noite, imediatamente antes de deitar-se, mas pelo menos duas horas depois da comida.

Ao entrar no banho, é preciso que o corpo esteja quente. Quem sente frio deve esquentar-se antes do banho, mediante exercícios físicos, fricções no corpo, ou mediante um banho quente.

As pessoas debilitadas, os enfermos de enfermidades crônicas, devem, para fortificar-se, começar com banhos frios parciais (pedilúvios, banhos de assento, banhos de tronco, afusões), pois se começassem diretamente com os banhos frios totais, os mesmos poderiam fazer-lhes mais mal do que bem. Depois de experimentarem a eficácia dos banhos parciais, poderão tomar banhos frios de corpo inteiro. Ou, então, poderiam começar com banhos totais, quase mornos e reduzir a temperatura da água em cada banho subseqüente até que suportem bem o banho frio.

os banhos frios rápidos têm efeito fortificante sobre o sistema nervoso. Quando prolongados podem ocasionar resfriamento, a menos que se observem freqüentes intervalos para fricções.

São muito usados os banhos frios para diminuir a febre, inclusive a febre tifóide.

Banhos quentes de assentos

Põe-se na banheira água à temperatura de 38°C aproximadamente. A água pode chegar até o umbigo.

Aumenta-se gradativamente a água até 45°C.

Quem não tiver banheira própria para banhos de assento, pode usar uma bacia funda, ou arranjar uma tina ou adaptar um barrilote de madeira. À água do banho acrescenta-se o decocto de plantas medicinais indicadas neste livro. Mantém-se fresca a cabeça com uma compressa de água fria. Os pés devem estar mergulhados em água quente (43° a 48°C), num balde, lata ou bacia. O corpo deve estar bem agasalhado. Durante o banho deve beber-se água fresca. A duração do banho pode ser de 10 a 20 minutos. Os banhos de assento quentes servem para atrair o sangue para os órgãos abdominais. Empregam-se, com excelentes efeitos, na congestão da cabeça, nas perturbações da digestão, nas enfermidades do estômago, do intestino, do fígado, dos órgãos sexuais, dos rins, do coração, dos olhos, da garganta, etc. Empregam-se para aliviar as dores na menstruação, na micção difícil das pessoas idosas, nas hemorróidas, e em outros casos em que haja dores no baixo ventre; também nas inflamações do útero, dos ovários, da vagina, da bexiga, etc. Especialmente nas cólicas e nos cálculos do fígado, dos rins, e da bexiga, o banho de assento bem quente tem considerável efeito anódino, isto é, alivia grandemente as dores. Ao levantar-se do banho toma-se uma afusão de água fria nos quadris, não, porém, nos casos de menstruação e micção difícil.

Banhos neutros de assento

A temperatura da água é de 33° a 37°C. Os efeitos dos banhos neutros são, em menor grau, paralelos aos

dos banhos quentes. Também aqui o decocto de plantas medicinais, acrescentado à água do banho, traz bons resultados. Tomados nos últimos dois meses da gravidez cada dia, durante 15 minutos, esses banhos são muito úteis para facilitar o parto. Além disto, facilitam o sono.

Banhos frios de assento

A temperatura da água é de 8° a 15°C. Bom é começar com uma temperatura quase morna e baixá-la em cada banho seguinte. A quantidade de água deve ser suficiente para cobrir os quadris, ou seja, tanta quanta chegue até o umbigo. A duração é de 2, 3, 4 ou 5 minutos. Os pés devem estar mergulhados em água quente (40° a 43°C).

São muito importantes, especialmente para o abdômen, pois regulam a circulação do sangue nesta região do corpo. Aplicam-se nas moléstias abdominais, nas hemorragias, nas hemorróidas, na clorose, na digestão fraca, na prisão de ventre, na dilatação do útero após o parto, na insônia, no nervosismo, em casos de hemorragia do útero, da vagina ou dos intestinos. Tomam-se preferivelmente de manhã, ao levantar-se, e de noite, ao deitar-se, num recinto quente. Deve-se estar agasalhado a fim de evitar o resfriamento.

Ao sair do banho, deve-se friccionar bem os quadris, para aumentar os efeitos estimulantes sobre a circulação.

Banhos de assento alternados

É necessário ter duas tinas: uma com água quente (35° a 37°C) e outra com água fria (8° a 15°C).

Acrescenta-se à água quente o decreto de folhas de eucalipto, cavalinha, flores de feno, ou outras ervas medicinais.

A duração do banho é de 15 a 20 minutos. Cada 5 minutos a pessoa em tratamento sai da água quente e senta-se, 1 minuto, na água fria. O banho alternado, de assento, produz bom efeito em casos de reuma-tismo, espasmos dos rins e da bexiga, cálculos, afecções do aparelho urinário, etc.

Banhos de tronco

Os banhos de tronco, como o próprio nome diz, abrangem somente o tronco. Usa-se, para esta espécie de banhos, uma tina com as costas bem inclinadas para trás. A água deve chegar até os quadris ou até o umbigo. A temperatura da água é entre fria e morna, ou seja, de 17° a 25°C. Os pés não são postos em água. O tronco fica recostado ao espaldar da tina, ou seja, fica numa posição entre sentado e deitado.

As partes não banhadas do corpo, como sejam os ombros, o peito, as pernas e os pés, devem ser aga-salhados com um cobertor ou com roupas ou com panos de flanela ou lã. Fricciona-se constante e ener-gicamente, mas sem violência, o baixo ventre, sempre a partir do umbigo para baixo e para os lados, com um pano grosso, até que o corpo se refrigere. O arrefecimento necessário vem depois de 10 ou 15 minutos. Para diminuir ainda mais a temperatura elevada do interior do corpo, pode-se continuar o banho por mais 5 minutos. Para as pessoas débeis, e para as crianças, bastam 5 minutos ao todo.

O banho de tronco é ótimo refrescante do interior do corpo, pelo que tem bom efeito em casos de febre, inclusive na febre tifóide. Geralmente bastam dois ou três banhos por dia. Um banho de tronco diário, durante o período da gravidez, facilita o parto. Tem aplicação eficaz, também, nas afecções do estômago, dos intestinos, dos rins, do fígado, etc. ; ajuda a eliminar as substâncias morbosas do corpo; mostra-se igualmente eficaz nas moléstias sexuais, nas moléstias dos olhos, da cabeça, do pescoço, da laringe, etc. Terminado o banho, aquece-se o corpo, fazendo uma fricção geral, rápida, ou voltando à cama, ou dando um passeio com o corpo bem agasalhado, ou fazendo algum trabalho ao ar livre, ou exercícios físicos, ou tomando um banho de sol. Não se deve comer imediatamente após o banho, senão depois de restabelecido o calor normal do corpo.

Banhos vitais

O banho vital é considerado por muitos terapeutas como uma das mais eficazes aplicações hidroterapêuticas. Ele actua mais especificamente no sistema circulatório, no sistema nervoso e nos órgãos excretores e genitais. Além disso, regulariza a digestão, estimula os rins, o fígado, combate a insónia e favorece a eliminação de toxinas pelo organismo.

Para este banho, usa-se uma bacia apropriada e um pedaço de pano dobrado. Encha a bacia com água fria e coloque dentro um banquinho, onde deverá sentar-se. Com movimentos regulares, molhe o pano na água fria da bacia e suba massageando a genitália e a virilha, até à altura do umbigo; desça a mão pelo outro lado, formando um triângulo. Repita este movimento pelo lado onde terminou o movimento anterior, sempre descendo o pano até à água, de forma que ele fique sempre bastante encharcado. Este procedimento deve ser repetido durante 20 minutos, com os pés colocados numa bacia com água quente, que deve ser renovada à medida que for esfriando.

Todo o corpo deve ficar fora d’água, exceto os pés, que se põem em água quente.

Banhos genitais ou semicúpios

Tomam-se estes banhos sentado numa cadeira, num banquinho ou numa tábua estendida sobre uma cuba ou tina contendo água fria em abundância, a saber, uns 30 ou 40 litros. Pouca quantidade se aqueceria logo, e o banho perderia sua eficácia. O corpo fica todo fora da água. A pessoa em tratamento inclina-se um pouco para a frente, e, com um pano mergulhado repetidamente na água fria, lava continuamente apenas as extremidades externas e anteriores dos órgãos sexuais, tomando sempre tanta água quanto o pano possa absorver, sem torcê-lo. Não se deve esfregar com violência. Fricciona-se de leve. As mulheres devem ter o cuidado de lavar somente o exterior e nunca o interior, e durante a menstruação devem suspender o semicúpio. A duração do banho é de 10 a 30 minutos. A eficácia do semicúpio se explica por dois fatos: Em primeiro lugar, como o interior do corpo é caracterizado pela presença de grande calor produzido pela fermentação das substâncias estranhas, este banho refresca o interior sem provocar o esfriamento do resto do corpo. Ao contrário, as partes frias, mormente dos enfermos de enfermidades crônicas, sofrem aquecimento. Graças a esta ação, normaliza-se a temperatura anormal, interna, provocada pela fermentação das matérias morbosas. Em segundo lugar, este banho tonifica grandemente o sistema nervoso, e aumenta a força vital do corpo inteiro. Em nenhuma outra parte do corpo humano se encontram tantos nervos importantes como na parte a que se aplica este banho. As extremidades de grande número de nervos da medula espinhal e do sistema nervoso simpático constituem os principais nervos do baixo-ventre, e, sendo estas extremidades influenciadas pela aplicação de água fria, exercem influência sobre todo o sistema nervoso. A água fria aplicada às partes genitais fortifica consideravelmente. os nervos e reanima a força vital de todo o organismo.

Pedilúvios quentes (escalda-pés)

Põe-se numa bacia, tina, lata ou balde uma quantidade de água suficiente para cobrir os tornozelos.

A temperatura inicial deve ser de 35° a 40°C, devendo acrescentar-se mais água quente aos poucos, até elevar a temperatura a 48°C ou até o máximo que se possa suportar. A duração do banho é de 10 a 20 minutos.

Sendo muito quente a água do banho, ou havendo tendência para o desmaio, é bom refrescar a cabeça com uma compressa fria. O escalda-pés é de bom efeito como auxiliar de outros tratamentos. Atrai para os pés o sangue das demais partes do corpo. Emprega-se, outrossim, com bom resultado, quando há sensação de frio (falta de calor corpóreo), quando a água fria não provoca reação por escassez de sangue, e em casos de anemia, nervosismo, falta de sono, desordens na circulação do sangue, congestões, espasmos, falta de menstruação, gripes, resfriados, dor de dente, etc Como os pedilúvios resolvem e fortificam, aplicam-se também com muita eficácia nos suores dos pés, podagra, panarícios, chagas, .contusões, lesões, tumores, etc. dos pés. Para os que sofrem de varizes a temperatura da água não deve ser superior a 31°C. Também aqui não devem ser esquecidas as preciosas plantas curativas segundo indicações que damos, nas páginas seguintes, para cada caso especifico. Quando se toma um pedilúvio quente, com o cozimento de plantas curativas, deve-se por fim aplicar um jorro frio aos pés ou pô-los, durante 1 minuto, em água fria. As senhoras grávidas não devem fazer uso de escalda-pés, pois pode provocar aborto.

Pedilúvios frios

Põe-se numa lata ou num balde a quantidade de água suficiente para alcançar a barriga da perna. Melhor, todavia, é a água corrente. A duração do banho é de 2 ou 3 minutos. A principio há uma sensação desagradável. Em seguida vem uma sensação de calor e a pele das partes submergidas avermelha. O pedilúvio frio e curto excita a circulação local do sangue e combate o frio habitual dos pés. Convém, pois, às pessoas que sofrem de pés frios. O banho frio de pés ajuda a desviar o excesso de sangue na cabeça, pelo que convém em casos de insônia.

Pedilúvios alternados

Usam-se dois baldes, latas ou outros recipientes. Num vai água fria e noutro água quente, tão quente quanto se possa suportar. A quantidade deve ser suficiente para alcançar a barriga da perna, podendo mesmo ir até os joelhos. A duração do pedilúvio alternado é de 10 a 20 minutos. Põem-se os pés, alternadamente, 5 minutos em água quente e 1 minuto em água fria, acabando-se com água fria. Terminado o banho, friccionam-se os pés com uma esponja ou um pano, e calçam-se, logo, meias e sapatos. O pedilúvio alternado ativa a circulação do sangue nos pés, pelo que é útil para desviar o excesso de sangue da cabeça. O que ajuda a alcançar este resultado é a aplicação de compressas frias à cabeça.

Banhos de vapor e Inalação

Para tomar estes banhos, é preciso que a pessoa tenha uma caixa própria, dentro da qual possa sentar-se, fechando-a bem e ficando só com a cabeça de fora. No interior da caixa instala-se um assento de grade, ou uma cadeira de assento perfurado, para dar passagem ao vapor. Em baixo coloca-se uma chaleira elétrica, grande, com água a ferver. Caso uma não dê vapor suficiente, podem usar-se duas. Pode-se, em vez de chaleira elétrica, calocar, fora ao lado da caixa, uma pequena caldeira, ou um pequeno tambor com um tubo ou mangueira a desembocar no interior da caixa soltando ai o vapor. Basta também. uma panela de vapor ordinária com uma abertura em forma de funil, em que se põe a mangueira. A panela, cheia de água, com plantas medicinais (cavalinha, folhas de eucalipto, etc.), é posta sobre o fogão. Assim que a água começa a ferver e soltar o vapor na caixa pelo tubo de borracha, entra-se na caixa, fecha-se bem, passa-se uma toalha em volta do pescoço, para fechar a abertura por onde a cabeça fica do lado de fora. Aproveita-se, assim, melhor, o vapor, evitando o seu escapamento.

Cuide-se, porém, o banhista, para não se escaldar. A duração do banho é de uns 15 a 30 minutos. Bom é começar com banhos mais curtos (10 minutos) e estender a duração em cada banho seguinte. Durante o banho bebe-se algumas vezes água fresca, e refresca-se o rosto e a cabeça, a miúdo, com uma toalha molhada em água fria e torcida. Ou, então, se pode aplicar uma compressa fria à cabeça, renovando-a várias vezes, ou seja, sempre que se aqueça. Pode-se interromper o banho de vapor uma, duas ou três vezes para tomar um chuveiro, frio, rápido de meio minuto, e fazer fricção no corpo. Termina-se o banho de vapor com um chuveiro frio de um minuto. Quem quer continuar a suar, deve, imediatamente ao sair da caixa, e sem tirar o suor com um chuveiro frio, envolver-se num lençol mergulhado em água quase fria (entre 20° e 25°C) e bem torcido, e cobrir bem o corpo, com bastante cobertores, na cama. Continua-se a suar Por mais 45 minutos até uma hora. O suadouro deve ser terminado com um chuveiro frio rápido ou com uma fricção rápida comum pano torcido em água fria. Não somente os enfermos, senão também os sãos devem tomar banho de vapor de quando em quando, podendo ser um por semana. Os banhos de vapor e todos os suadouros, seguidos de chuveiro frio, rápido, ativam a circulação do sangue e promovem a expulsão das impurezas que, retidas no interior do organismo, poderiam mais tarde trazer várias afecções. os banhos de vapor constituem, pois, excelente remédio contra quase todas as enfermidades, pois que a maioria das doenças têm, por causa primária, impurezas no sangue, e tais banhos são também um bom meio de prevenir moléstias. Quando, por exemplo, suspeitamos o começo de uma enfermidade eruptiva (sarampo, rubéola, escarlatina, varicela, etc.), não devemos esperar até que a doença se manifeste. Devemos entrar logo no banho de vapor, para que, pela sudação, sejam expelidas as substâncias venenosas e apareça a erupção. As plantas medicinais, incluídas na água a ferver, prestam grande auxílio.

Os banhos de vapor são excelentes para depurar o sangue e para descongestionaras vias respiratórias. Combate dores de cabeça, catarro nos brônquios e sinusite. Nestes casos, a aplicação de vapor deve ser direccionada para a cabeça e o tórax do paciente, intercalados a cada 5 minutos, com fricção de toalha molhada em água fria. Para preparar a inalação, use um caldeirão, uma lata que possa ir ao fogo ou uma panela de boca larga, cheia de água e ervas medicinais. Use fogo alto, deixe ferver por alguns minutos e depois leve imediatamente ao paciente, que deverá inalar o vapor que sobe da fervura, abrigado por um cobertor. Ao final da inalação, faça fricção com toalha molhada em água fria para fechar os poros. Pessoas com baixa pressão arterial e que sofrem do coração não devem tomar banhos de vapor.

Saunas Vaporizadas

Os banhos de sauna são feitos em instalações apropriadas e têm as mesmas propriedades dos banhos de vapor e inalação. A pessoa permanece no ambiente vaporizado durante 10 minutos, em seguida sai e toma uma ducha rápida de água fria, voltando ao vapor. Repete-se o procedimento várias vezes. Pessoas com baixa pressão arterial e que sofrem do coração não devem tomar banhos de vapor.

Compressas quentes

A fomentação é um dos processos mais comuns, fáceis e eficazes da hidroterapia. Mergulha-se um pano, dobrado em 4 ou 6, em água ou chá quente de plantas medicinais, segurando-o pelas pontas, para não queimar as mãos, e torcendo-o várias vezes para deixar escorrer bem a água. Aplica-se a compressa, à parte dolorida, tão quente como se possa suporta-la. Por cima da compressa vai um pano de lã ou flanela. Como a compressa logo se esfria, é necessário mudá-la cada 3 ou 5 minutos. E, para que o paciente não necessite esperar, é necessário ter outra compressa já pronta. Usam-se, portanto, dois panos dobrados em 4 ou 6. Nunca se deve colocar outra compressa sem enxugar primeiro a parte tratada. Sempre que possível, deve-se ter à mão, também, como é evidente, a panela de água fervendo. A duração total da aplicação é de uns 30 minutos. Em seguida ao tratamento, faz-se uma fricção leve e rápida com um pano úmido, frio, e a parte tratada deve ser envolvida em panos de lã ou flanelas secos, Em Casos de dor muito forte, não se faz a fricção fria no fim. Se a dor não cessa, pode-se, depois de meia hora, fazer nova aplicação de compressas quentes. Outro processo é o que consiste em colocar a compressa torcida, bem quente, entre dois Panos, de maneira que a parte em tratamento receba o vapor da compressa quente. Esta fomentação basta mudá-la cada 5 ou 8 minutos. Aplicam-se compressas quentes ao ventre nos seguintes casos: fortes dores abdominais, cólicas do fígado provenientes dos cálculos biliares (pedras na vesícula biliar), cólicas resultantes da gota, disenteria, enterite aguda, indigestão, hipocondria, timpanite, prisão de ventre persistente, espasmos do estômago e da bexiga, gota intestinal e estomacal, inflamações dolorosas no abdômen. Aplicadas ao peito, as compressas quentes dão bons resultados em casos de congestão pulmonar, pleurisia, bronquite, tosse, etc. Aplicadas à face, aliviam a nevralgia facial, a dor de dente, etc ; resolvem também o terçol. Aplicadas à região lombar (na parte traseira da cintura), aliviam as dores em casos de lumbago. Aplicadas ao espinhaço (costas), facilitam o sono. Aplicadas às articulações aliviam as dores em casos de artrite, sinovite, higroma, etc.

Ao final do procedimento, molhe um pano em água fria e passe sobre a região da compressa, para fechar os poros.

Compressas frias, refrigerantes

Mergulha-se em água fria (ou chá medicinal frio, com um pouco de sal) um pano dobrado em 4 ou 6, torce-se e faça a aplicação directamente na região enferma à parte que se vai tratar. A água deve, naturalmente, ser provida com antecedência, com o decocto de plantas medicinais, e deixada a esfriar. Como a compressa se aquece logo, é necessário renová-la com freqüência, pelo que se deve ter outra compressa já pronta. Renova-se cada 4 ou 5 minutos, e, desta maneira, se obtém uma subtração de calor. Este processo produz, em miniatura, o que produz a envoltura em lençol molhado, frio. Emprega-se como antiflogistico e vasoconstritor, as compressas frias são especialmente indicadas para as inflamações locais, hiperemia, acessos de gota, artrite aguda, congestão renal, congestão cerebral, meningite, peritonite aguda, febre tifóide, apendicite, dores de cabeça de origem nevrálgica e dores reumáticas.

Cubra a um pano seco, preferencialmente de lã. Se usar sal na compressa, a cada 10 minutos substitua a gaze, pois ela é aquecida pelo contacto com o corpo.

Compressas frias, termógenas ou aquecedoras

Dobra-se um pano em 4 ou 6, mergulha-se em água fria, torce-se e aplica-se segundo a finalidade para que se necessita. Em volta da compressa passam-se outros panos, secos, impermeáveis, em boa quantidade, (podem ser flanelas), para evitar o escapamento do calor produzido, pois a compressa fria logo começa a esquentar. Tal compressa fica várias horas, ou toda a noite, no lugar a que é aplicada. A principio, ela esfria a pele e a irrita. Logo, porém, a pele começa a aquecer-se, pouco a pouco, e, finalmente, o calor produzido sob a compressa acaba por secá-la. Segundo a sua finalidade terapêutica, pode-se aplicá-la a várias partes do corpo. Empregam-se nos seguintes casos : bronquite, enfisema, dispepsia, espasmos do piloro, prisão de ventre, congestão do fígado, transtornos motores do estômago e intestinos, angina faringite, espasmos da laringe. Notando-se que a compressa, depois de aquecer-se, começa a esfriar, deve-se tira-la, sob pena de se obter um resultado contrário ao que se queria alcançar. Terminado o tratamento, deve-se, ao tirar a compressa, friccionar rapidamente, com um pano úmido, frio, a parte tratada, enxugando-a logo com um pano ou toalha.

Instruções necessárias à aplicação da Hidroterapia

1.. Ao proceder-se a um tratamento com água fria, o corpo deve estar quente. Se a pessoa que vai tratar-se sente frio, deve primeiro aquecer-se mediante exercícios físicos, ou fricções no corpo, ou por um pedilúvio quente. Se o compartimento onde se vai fazer o tratamento é frio, deve-se aquecê-lo, para o que se pode queimar álcool numa bacia.

  1. A distância mínima entre os tratamento e as refeições é uma hora antes da comida ou três horas depois. 3. Em seguida ao tratamento com água fria, deve-se aquecer o corpo com fricções, exercícios físicos ou banhos de Sol.
  2. Depois de um banho de vapor, ou um banho em água quente, ou um suadouro, deve-se tomar um chuveiro, ou afusão, ou irrigação de água fria, rapidamente, para evitar resfriamento.
  3. Os tratamentos com água fria não devem ser aplicados muito perto um do outro. Deve-se observar, entre um e outro tratamento, um intervalo suficiente para permitir que o corpo readquira seu calor normal.
  4. Se o paciente está dormindo, não se deve despertá-lo para aplicar-lhe o tratamento. Na cura das enfermidades, o sono tem bom efeito. Em caso de febre, pode-se despertar o enfermo, porque, então, o sono não é natural.
  5. Durante os tratamentos de processo derivativo (banhos de vapor, banhos de assento quentes, escalda-pés, etc.), não se deve ler, porque a leitura atrairia o sangue para o cérebro.
  6. Não se alcançando imediatamente os resultados desejados, não se deve desanimar nem pôr em descrédito a eficácia dos tratamentos naturais. Muitas vezes, nos casos crônicos, só se alcança a cura depois de aplicações prolongadas.
  7. No tratamento das crianças, quando estas gritam de medo e aversão pelas aplicações, deve-se proceder com muito jeito, pois uma agitação violenta poderia tornar pouco aproveitável ou mesmo prejudicial o tratamento.
  8. Finalmente, tornamos a salientar que não deve faltar nenhum dos fatores de saúde mencionados no primeiro capitulo deste livro, pois pouco ou nada adiantariam ao paciente os tratamentos hidroterápicos e as plantas medicinais, se ele continuasse a viver uma vida de transgressão às leis da natureza.

Fitoterapia O que é?

A aplicação de plantas já era conhecida e praticada pelas antigas civilizações.As plantas contém princípios ativos capazes de nos curar nas diversas doenças. É uma terapia com a propriedade de auxiliar na cura de diversas doenças, de forma barata e não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo e reintegra o ser humano às suas raízes terrestres. O conhecimento empírico da chamada medicina caseira, vindo através das gerações, nos traz até hoje o uso de chás e infusões que, embora utilizados sem nenhum contexto científico, se revelam eficazes em muitas ocasiões.

o que é Fitoterapia

Fitoterapia vem do Grego e quer dizer – tratamento (therapeia) vegetal (Phyton), ou ainda “a terapêutica das doenças através das plantas”. Fitoterapia é o recurso de prevenção e tratamento de doenças através das plantas medicinais, e a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra.

Principais efeitos Terapêuticos da Fitoterapia:

É cada vez maior o interesse sobre plantas e suas possíveis aplicações terapêuticas. O repertório de plantas usadas tradicionalmente é rico, predominando as formulações vegetais sobre os remédios de origem mineral e animal, também muito difundidos nas práticas da medicina popular brasileira.

A medicina popular e o conhecimento específico sobre o uso de plantas é o resultado de uma série de influências culturais, como a dos colonizadores europeus, dos indígenas e dos africanos.

Tal conjunto de conhecimentos sobre o uso de plantas forma hoje a “fitoterapia popular”, uma prática alternativa optada por milhares de brasileiros.

Para se ter uma idéia da importância das drogas obtidas de plantas medicinais, merece ser dito que cerca de 119 substâncias extraídas dessas plantas são utilizadas em todo o mundo, como a digitalina (cardiotônico), emetina (amebicida), escopolamina (sedativo), vimblastina e vincristina (antitumorais). Justamente em função disso devem ser incentivadas pesquisas na área, uma vez que o Brasil é um país privilegiado em termos de biodiversidade.

As plantas medicinais têm sido um importante recurso terapêutico desde os primórdios da Antigüidade até nossos dias. No passado, representavam a principal arma terapêutica conhecida. Em todos os registros sobre médicos famosos da Antigüidade, tais como Hipócrates, Avicena e Paracelso, as plantas medicinais ocupavam lugar de destaque em sua prática.

A origem da fitoterapia é impossível de ser determinada. O uso terapêutico de plantas medicinais é um dos traços mais característicos da espécie humana. É tão antigo quanto o Homem, e encontrado em praticamente todas as civilizações ou grupos culturais conhecidos.

Qual de nós já não experimentou um chá de erva doce para o intestino ou a digestão, de camomila para acalmar ou, ainda, um gargarejo de romã para a garganta irritada? Obviamente, nem só sob a forma de chás as plantas são úteis. Na verdade seu espectro de aplicação é muito abrangente.

Existem várias maneiras de manipular as plantas para obter o que a fitoterapia denomina o produto oficinal, ou seja, a erva em sua forma mais adequada ao uso desejado:

Muitas vezes encontramos tratamentos naturais à base de ervas e outras plantas medicinais e, no entanto, não sabemos como usá-las corretamente. Portanto, vale a pena conferir como podemos utilizá-las nos mais diversos processos:

Fitoterapia uso de CHÁS


Há diferentes maneiras para se preparar os chás, e todas elas estão diretamente ligadas a composição e as qualidades de cada erva ou planta medicinal. As formas mais conhecidas são:

Maceração – Você deve colocar de molho, em água fria, à temperatura ambiente, 1 a 2 colheres (chá) das ervas secas ou frescas para cada xícara de água. Para as partes mais duras o período de espera adequado é de 18 a 24 horas e, para as partes mais macias, de 12 a 18 horas.
Embora lenta, a maceração é um método excelente para obter o princípio ativo em toda sua integridade. Os veículos mais empregados são a água (que deve ser pura), o álcool, vinho ou vinagre. Em seguida, aqueça tudo levemente, coe e beba o chá (de preferência sem adoçá-lo), 3 a 5 xícaras por dia.

Infusão – Coloque as ervas frescas ou secas, na proporção de 1 a 2 colheres do chá da ervas para cada xícara de água, dentro de um recipiente, e despeje sobre elas, água fervente. Deixe-as repousar de 5 a 10 minutos (se forem utilizadas as partes mais duras das plantas (cascos, talos e raízes), o tempo de repouso na água fervente deverá ser de 20 a 30 minutos). O processo é particularmente indicado para as plantas aromáticas.Em seguida, coe e beba o chá, de preferência ao natural, isto é, sem açúcar, de 3 a 5 vezes por dia.

Decocção – Coloque em um recipiente adequado, contendo água fria, as ervas secas ou frescas, na proporção de 1 a 2 colheres (chá) de erva para cada xícara de água. Leve ao fogo brando e deixe cozinhar. Se utilizar as partes mais duras das plantas (raízes, cascas, talos, sementes etc.), estas deverão ser picadas e o tempo de cozimento deverá estar entre 20 a 30 minutos. As partes mais tenras (flores e folhas) levam cerca de 3 a 5 minutos de cozimento.
Depois de fervida, deixe a mistura em repouso por alguns minutos, coe-a e beba-a (3 a 5 xícaras por dia, de preferência sem adoçá-la).

Filtração – Usada para retirar partículas em suspensão de líquidos como tisamas, sumos, tinturas, etc., é feita com a ajuda de um cone de papel de filtro colocado dentro de um funil. Quando não se exige uma perfeita transparência do líquido, pode-se simplesmente coá-lo através de um tecido de algodão, lã ou feltro.

Gargarejo – Preparar o chá na forma de decocção. Esse chá deve ser bem forte. Deve-se fazer o gargarejo várias vezes ao dia.

Inalação: É uma preparação que aproveita a ação combinada de vapor de água quente com aroma das drogas voláteis. Coloca-se água fervente sobre porções de droga contida em uma panela de até ½ litro, usada como gerador de vapor. Deve-se aspirar os vapores ritmicamente (pode-se contar até 3 quando se aspira e até 3 quando se expele o ar) durante 15 minutos. O uso de uma cobertura sobre os ombros, a cabeça e a panela aumentam a eficácia do tratamento.

SUCOS

Os sucos obtidos de plantas frescas, aproveitam muito mais as vitaminas, sais minerais e outras substâncias, que são praticamente destruídas pelo calor usado ao se fazer o chá.

Os sucos podem ser preparados em centrífugas, liquidificador ou manualmente.

Se as frutas, as hortaliças ou as ervas forem suculentas, corte-as em pedaços pequenos e use a centrífuga. Se não possuir uma centrífuga, envolva as frutas ou ervas suculentas em um tecido fino, esprema-as torcendo o pano, colhendo o líquido num recipiente.

Se as frutas, ervas ou as hortaliças não tiverem muito líquido, corte-as em pedaços pequenos, acrescente uma pequena quantidade de água (para facilitar a operação), esmague-as em um pilão (até que se transformem em uma pasta) e coe-as. No lugar do pilão, você pode usar o liquidificador por curto tempo, acrescentando também uma pequena quantidade de água.

Atenção, os sucos são muito ricos em vitaminas e sais minerais; porém, perdem seu efeito após certo tempo. Dessa forma, como sua validade é muito curta, devem ser usados sempre frescos (nunca se deve prepará-los com antecedência).

Banhos – Cozinhar as ervas durante 20 a 40 minutos, coar e deitar o decocto na água que vai ser usada no banho.

Cataplasmas – São usadas sobre a pele e órgãos subjacentes, como se fossem uma compressa e, geralmente, são aplicadas frias, sobre inflamações, feridas doloridas e de difícil cicatrização, contusões agudas etc.

Há várias formas de se fazer e aplicar um cataplasma, sendo que as duas mais conhecidas são:

1) Aplicar as ervas frescas e bem limpas diretamente sobre as partes afetadas. Repetir a operação, com ervas secas, após 20 minutos.

2) Após limpar muito bem as ervas, amásse-as até que adquiram uma consistência pastosa. Aplique este preparado diretamente sobre a pele (ou envolva-o em um tecido fino e macio antes de colocá-lo sobre o local desejado) por, aproximadamente, 20 minutos. Trascorrido esse período, repita a operação, porém, agora, com ervas frescas.

É um preparado composto do pó de substâncias (obtido por decocção ou infusão) diluído até formar uma pasta mole. Excelentes remédios de uso externo, os cataplasmas podem ser aplicados quentes (para um efeito revulsivo ou maturativo) ou mornos (de efeito calmante).

Conclusão

Use instrumentos de madeira ao preparar cataplasmas (evite, portanto, o contato das ervas com metais).

Na falta de ervas frescas, pegue as secas e coloque-as sobre um tecido fino e macio. Costure ao redor desse tecido transformando-o em um saquinho. Mergulhe o saquinho em água quente, retire-o , esprema-o e aplique-o sobre as partes afetadas. Deixe-o no local e cubra-o com um pano de lã ou de tecido mais grosso, deixando-o atuar por cerca de 25 minutos.

Compressa: Preparação de uso tópico geralmente feita com pequenos pedaços de pano ou gaze embebidos em alguma loção, chá, cozimento ou sumo da planta. A compressa é colocada sobre a parte afetada e mantida levemente apertada.

Contusão – A substância é colocada num gral e socada até o ponto desejado (pó ou pasta).

Lambedor ou xarope: Indicados para crianças e pessoas que têm o paladar sensível, são muito empregados quando se quer melhorar o sabor de certas ervas medicinais. São utilizados principalmente no tratamento de tosses, catarros pulmonares, bronquites etc.

Para preparar o xarope você pode misturar sucos com mel, meio a meio e tomá-lo nas dosagens sugeridas; ou, se desejar, fazer o seguinte preparado:

Junta-se parte do chá ou do cozimento conforme o caso com uma parte de açúcar. Ferve-se a mistura desmanchando o açúcar até atingir o ponto de fio. Adicionar açúcar na proporção de 1/2 quilo para cada litro.

Loção: Este tipo de preparação é usada em banhos e compressas locais para limpeza e tratamento de feridas, coceiras e outras afecções da pele e do couro cabeludo. Coloca-se uma xícara das de chá contendo o infuso ou cozimento, junta-se adicionando-se ¼ de álcool. Agita-se e usa-se localmente.

Tintura – É o álcool ou éter impregnado do princípio ativo de uma ou mais substâncias vegetais, animais ou minerais. A preparação de tinturas a partir de substâncias vegetais é um processo minucioso e delicado, que utiliza plantas secas e éter ou álcool de pureza absoluta. Para 20% de substância vegetal emprega-se álcool de 60 graus (quando a substância libera seus princípios com facilidade), álcool de 80 graus (no caso de substâncias ricas em resíduos e azeites voláteis) e álcool de 10 graus (para substâncias que contêm corpos gordurosos). Depois de filtradas, as tinturas conservam seu poder por muitos anos e são usadas puras ou diluídas, interna ou externamente.

Tisanas – Nome genérico dado às soluções, macerações, infusões e decocções preparadas com ervas. Quando a elas se agregam xaropes, tinturas, extratos ou outros ingredientes as tisanas são chamadas poções.

Torrefação – Esta operação tem dois objetivos: retirar a água de certas substâncias e submetê-las a um princípio de decomposição que modifica algumas de suas propriedades. Através da torrefação, o café se torna aromático, o ruibarbo perde suas qualidades laxantes e o ópio seu princípio viscoso.

Vinhos medicinais – São preparados que resultam da ação dissolvente do vinho sobre as substâncias vegetais. O vinho utilizado deve ser puro, com alto teor alcoólico; tinto para dissolver princípios tônicos ou adstringentes e branco quando se deseja obter um produto diurético. O método é simples: molha-se em álcool as ervas picadas e macera-se em vinho durante alguns dias. Depois de filtrado, o produto deve ser conservado em local arejado.

Observações:
Para o preparo dos chás, recomenda-se o uso de recipientes esmaltados, inoxidáveis, de vidro, de barro ou de louça, NUNCA de metal, alumínio, ferro ou estanho (podem alterar as propriedades terapêuticas do preparado).

Como medida, pode-se considerar: 1 colher (sopa) de folhas verdes equivale, aproximadamente, a 5 gramas; e, de folhas secas, a 2 gramas.

Para gargarejos, inalações, compressas e outros usos externos, a concentração dos chás deve ser mais forte do que para uso interno.
Se quiser adoçar o chá, utilize apenas mel.

Como a validade dos preparados naturais é curta, devem ser feitos apenas em pequenas quantidades, para consumo rápido, no caso dos chás, no mesmo dia.

Para as crianças, a dosagem a ser utilizada deve ser reduzida pela metade das que foram indicadas, que são para adultos.

Para obter um melhor resultado, aconselha-se tomar os chás longe das refeições (1 hora antes ou 2 horas depois), com exceção daqueles que são estimulantes do apetite.

Para afecções catarrais, pulmonares, de garganta, resfriados e afecções febris, deve-se tomar o chá quente.

As plantas medicinais, corretamente empregadas, representam extraordinário auxílio à recuperação. Utilizamos dezenas de plantas consagradas pelo uso.

Uma vez ou outra escuta-se falar de plantas “milagrosas”, que as pessoas dizem servir para muitas doenças, inclusive aquelas mais sérias como o câncer, sífilis, diabetes e até mesmo AIDS. Recentemente é a babosa que anda ocupando a boca das pessoas. Os cientistas já observaram que ela pode ser útil no tratamento de alguns problemas. Evite realizar tratamento com uma mesma planta durante muito tempo.

Quando corretamente utilizadas, as plantas medicinais são poderosos auxiliares no tratamento e prevenção de muitos problemas de saúde.

Atenção: Jamais use um tratamento natural sem conhecimento ou a supervisão de um profissional de saúde habilitado.

Água de coco é saúde

Questões intrigantes que pintam quando o assunto é essa bebida.

Água de coco

ELA ENGORDA?
“Se for consumida dentro de uma alimentação balanceada, não vai engordar”, tranqüiliza a nutricionista Ana Lúcia Chediac, do hospital Sírio Libanês. Na comparação com refrescos e refrigerantes, sai ganhando. Em cada 100 ml, tem 22 calorias. Um suco de laranja natural possui 58.

TEM CONTRAINDICAÇÕES Água de coco?


Deve ser usada com moderação por hipertensos porque tem muito sódio. Diabéticos também precisam ficar atentos devido à quantidade de carboidratos. A nutricionista Maria da Conceição Lemos, da Universidade Federal de Pernambuco, que fez uma pesquisa sobre diabete e frutos, sugere o consumo de, no máximo, um copo por dia – e sempre acompanhado de refeição. “Se a água é tomada sozinha, o impacto dos açúcares no organismo é maior”, ela explica.

O SEGREDO DO DRINQUE TROPICAL com Água de coco

Mesmo contendo mais de 90% de água pura, o líquido é rico em nutrientes (Média para 100 ml*)

-Proteínas 0,3 g
-Lipídios 0,2 g
-Cálcio 20 mg
-Fósforo 13 mg
-Carboidratos 4,7 mg
-Sódio 25 mg
-Potássio 147 mg
-Ferro 0,3 mg
-Vitamina C 2 mg
-Calorias 22 kcal

* Esses valores podem variar ligeiramente de acordo com a época de maturação do fruto.

A Importância Tratamento de esgoto na saúde

O tratamento de esgoto é uma indicador de saneamento básico tendo como propósito agilizar o processamento de ablução da água antes de ser devolvida ao meio local ou reutilizada. A origem dessa água poluída se acontece por intermédio da barga de esgoto derivado de residências, comércios e indústrias.

A Importância Tratamento de esgoto na saúde

As unidades de tratamento são conhecida como ETE (Época de Tratamento de Esgoto), no qual a água suja passa por diversos tipos de tratamento podendo variegar de empresa para empresa. A seguir, as ciclos de tratamento da empresa Sabesp que age no estado de São Paulo:
Reator Anaeróbio de Movimento Ascendente (RAFA): a água poluída passa por um reator tapado, no qual acontece a putrefacção dos dejetos pelas bactérias anaeróbicas existentes em um aluvião.

A despoluição da água nesta etapa é de 65% a 75%. Brejo facultativa: são usadas bactérias aeróbias e anaeróbicas, no qual as aeróbias utilizam da fotossíntese e o ar para corroer as matérias orgânicas, trabalhando na coluna d’água para alcançar ar da ambiente e das algas que por intermédio da fotossíntese liberam a maior parte do ar.

Já as anaeróbicas atuam no fundo da brejo, de 1,5 a 3 metros de abismo. Brejo anaeróbia: para diminuir a existência de luz, esta brejo precisa adequar 2,5 a 4 metros de abismo. Uma grande porção de assunto orgânica e adicionada, para que o ar usado esteja em maior porção em correlação ao criado.

Esta atuação acarreta na quebra da assunto orgânica, para ser convertida em água, animação metano e carbônico. Baias e valas de absorção: Nesta etapa a água passa por um beberagem caverna alicerçado por rochas e areia.

Flotação: é inserido uma elemento coagulante na água, que padece um processamento de pressurização, gerando bolhas que unem as partículas que flutuam na superfície. Brejo de madurez: a água passa por um processamento de extinção de bactérias e vírus por intermédio da radiação ultravioleta da luz brilhante. Então a brejo precisa ser rasa, com abismo de 0,5 a 2,5 metros.

Mais técnicas mais ecológicos e baratos de tratamento de esgoto são indicados a cidades mais baixos. Em Araruama, no estado do Rio de Janeiro, todo o processamento de despoluição se acontece pelas ervas que substituem a força elétrica e diversos itens químicos; 170 litros de água são despoluídos por de acordo com.

Outra fonte ecológica aplicada especialmente em zonas rurais é a abatimento séptica, inclusive sendo de construção característico, ela é vantajosa por não precisar de barga de absorção de esgoto e pelo o esforço baixo.

Cacuri de 100(ORIGINAL)|100 (CEM)|CEM} milhões de brasileiros não contem arrecadação e tratamento de esgoto, acabando na contaminação do solo. Apenas 10% do esgoto brasileiro coletado é abordado, o resto é descartados nos afluentes, acarretando em doenças como a agitação, leptospirose, hepatites, andaço e esquistossomose, por adágio.

Dicas para viver melhor

Veja dicas para melhorar sua qualidade de vida por Karen Elizabeth Queiroz

Felicidade: É o que buscamos – todos nós. Mas como, exatamente, chegamos lá? Pedimos inspiração de pessoas que parecem tê-lo descoberto. Aqui, 16 especialistas de Colombo oferecem suas dicas para viver bem.

1. Tire um tempo para descobrir quem você está fora do seu papel de mãe, esposa, amigo, empregado … e viver a vida que ela mais quer viver.

2. Avalie o que uma vida bem-sucedida significa para você e, em seguida, faça as mudanças necessárias para vivê-la.

viver melhor

3. A felicidade é uma escolha e um modo de vida que podemos escolher para nós mesmos. Escolha!

4. Deixe de lado a “culpa da mãe” que você sente por cada pequena coisa que você acha que está fazendo errado. Você é incrível – dê um pouco de crédito.

5. Aprender a se preocupar mais com o que você sente do que as outras pessoas vão pensar de suas escolhas.

6. Cultivar uma atitude de gratidão pela vida que você tem e você vai apreciá-lo mais plenamente.

7. A vida é suposto ser divertido. Ter mais do que isso!

8. Aprenda a dizer “não”.

9. Perdoe a todos de tudo.

10. Viva na possibilidade a cada momento.

11. Lembre-se que ninguém é responsável pela sua felicidade, mas você.

12. Saiba que você tem tudo o que precisa.

13. Medir sua riqueza, contando suas bênçãos.

14. Evite overcommitting. Antes de assumir quaisquer novas responsabilidades, identificar duas obrigações atuais de queda.

15. Ore como se tudo dependesse de Deus; Trabalho como se tudo dependesse de você.

16. Sempre tenha um bom amigo em quem possa confiar e confiar, segundo Karen Elizabeth Queiroz.

17. Exercício todos os dias, mesmo que seja por apenas 20 minutos.

18. Divirta-se: Não se leve muito a sério.

19. Alimente sua alma com flores. Mercado Blooms no Mercado Norte tem belas flores frescas, e eu desfrutar do Parque das Rosas e do Conservatório.

20. Alimente sua alma com respiração, alongamento, yoga restaurador, Pilates e trabalho de energia. Uma oficina em Yoga on High pode dar-lhe ferramentas para casa.

21. Sinta-se orgulhoso de sua cidade: Visite o Columbus Museum of Art, o Centro Wexner, CCAD e Short North e Bexley galerias.

22. Perde-se na música. Assuma um desempenho do projeto Harmony.

23. Saia daqui. A natureza cura. E Columbus tem um grande espaço verde para explorar-The Topiary Park, Serenity Garden no Franklin Park Conservatory e Inniswood Metro Garden em Westerville são lugares favoritos.

24. Seja criativo. Faça uma aula de culinária no Farmhouse experiente ou The Kitchen, ou faça arte com amigos no Creative Art Studio.

25. Leia. Uma boa história oferece uma perspectiva diferente e uma melhor compreensão dos sentimentos de outras pessoas. Columbus Metropolitan Library é classificado como o número 1 do país.

26. Cerque-se de pessoas felizes. Escrever cartas. Cante no topo de seus pulmões. Ouço. Fique preso, levado. Como as coisas do jeito que elas são.

27. A pesquisa mostra que as crianças aprendem a se comportar observando o que seus pais fazem: Quando eu pular o autocuidado, estou ensinando meus filhos também.

28. Você é seu melhor especialista em bem-estar. Aconselhamento das autoridades é útil, mas não tenha medo de modificar se não faz você se sentir bem.

29. Diga não às dietas restritivas e de baixo teor calórico. Período.

30. Se você quiser perder peso, você pode precisar trabalhar fora do seu “não” músculo.

(“Não, eu não posso trabalhar até tarde esta noite”, “Não, eu não posso me envolver naquela caridade.”)

31. Para estar bem, fazer mais do que faz você se sentir como um milhão de dólares e menos do que puxa você para baixo nos lixões.

Veja mais de Karen em:

5 Dicas para fazer as unhas com Saúde

1. Sempre use uma base de proteção

Não pule esta etapa! Embora tarde um pouco mais de pintar as unhas, é essencial para evitar danificar a unha e garantir uma manicure mais duradoura.

2. Nunca passe em duas direções

Idealmente, corrigir a cal prego movendo em uma direção, como isso vai evitar danificar essas camadas e quebrar mais facilmente ou para descascar a camada superior.

3. removedor sem acetona

Acetona danificar profundamente a unha uma vez que incentiva-los para secar ou escamosa, para evitá-lo sempre que puder. No mercado existem produtos diferentes polonês removedor que não contém em sua fórmula, olhar para eles!

4. Remove fazer as unhas corretamente O segredo para remover completamente o esmalte anterior é usar bolas de algodão embebido em removedor de unhas

5. Três cursos

Isso é tudo que você precisa para colorir as unhas para aplicar. Com pincel na mão ea cor o número do selo, você só tem que fazer três movimentos para torná-lo perfeito: começa na base da unha no centro, então o lado esquerdo e depois à direita.

Estudantes de medicina do Ceará se mobilizam contra o PROVAB

Reunidos em Assembleia no último dia 09/03, cerca de 150 estudantes de medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) decidiram mobilizar-se contra o Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica (PROVAB), iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação juntamente com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e com o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).

Em carta aprovada na Assembleia, os estudantes solicitam ao Conselho Departamental da Faculdade de Medicina que descredenciem a UFC do Programa. Além disso, deliberaram ato público que consistirá de passeata até a Secretaria Estadual de Saúde. A concentração está marcada para o próximo dia 21/03, às 08h, no aterro da praia de Iracema, e há expectativa que os estudantes de medicina das outras faculdades com sede em Fortaleza também compareçam.

Abaixo, a íntegra da carta aprovada na Assembleia:

CARTA-MANIFESTO AO CONSELHO DEPARTAMENTAL DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – FORTALEZA

Fortaleza, 09 de março de 2012

A partir do ano de 2012, de acordo com a RESOLUÇÃO CNRM Nº 3, DE 16 DE SETEMBRO DE 2011 publicada no Diário oficial da União, surgem novos critérios de pontuação para o acesso aos médicos que desejam entrar em Programas de Residência Médica em todo o País.

De forma a estimular a participação dos Profissionais médicos noPrograma de Valorização do Profissional da Atenção Básica a partir de 2012 médicos que tiverem participado do Programa de Valorização terão direito a acréscimo da sua pontuação total (Nota em prova teórica somada ao de Nota Prática) em 10%. Para os que participarem por 2 anos, o acréscimo é de 20%.

A Resolução promulgada em setembro tem como justificativa básica a de que o Profissional pré-egresso na Residência Médica tem de preencher um Perfil que se enquadre nas diretrizes do SUS e, por isso, a atuação no Interior seria parte Fundamental em sua formação e, assim, justificaria tal bônus em relação a Prova de Residência Médica.

A medida visa, dentre outras coisas, aumentar a presença de médicos e melhorar a qualidade dos serviços de saúde a Municípios que há muito convivem, segundo fontes do MS, sem uma presença regular de Profissionais de Saúde.

A pergunta que, no entanto, se faz pertinente é: Será que haverá, de fato, melhora na qualidade dos serviços? A medida é Legal?

Sabemos que, atualmente, as vagas nas Estratégias de Saúde da Família são preenchidas na sua maioria por Médicos recém-formados e que, muitas vezes, utilizam-se da atuação no Interior para adiquirir alguma experiência de vida e terem a oportunidade de terem o primeiro emprego.

Em geral, são ocupadas as Localidades mais próximas dos Centros Formadores (Fortaleza, Sobral e região do Cariri), ficando, as demais regiões, notadamente no Sertão Central, mais desassistidas. Mas isso seria por carência de profissionais?

A Organização Mundial de Saúde(OMS) prega que uma relação adequada de médicos por habitantes seria de 1 para 1000 mil pessoas. O Estado do Ceará, por exemplo, tem, pelo censo IBGE 2010, 8.180.087 habitantes, e cerca de 9 mil médicos ativos o que mostra uma proporção já de 1: 900, acima do preconizado pela OMS. A nível Nacional já temos uma relação Médicos:População em torno de 1: 600.

Por isso, podemos claramente inferir que a falta de Médicos não é causada pela Falta de Profissionais, mas sim pela falta de Condições de Trabalho.

As Unidades Básicas de Saúde e Hospitais no interior brasileiro não dispõem de equipamentos básicos de assistência a saúde: faltam salas, cadeiras, mesas, tensiômetros, aparelhos básicos (como um Eletrocardiograma), Hospitais sem um elenco mínimo de medicamentos e insumos, demora em referência-contrareferência, que fazem com que vejamos a ‘romaria’ de ambulâncias trazendo os mais diversos tipos de doentes no sentido das ‘Grandes Cidades’.

Soma-se isso a baixos salários, a frustração e sensação de impotência do Profissional Médico em lidar com situações onde até se sabe o correto a se fazer, mas nada se consegue pela ausência de uma estrutura de saúde funcionante.

Que profissional iria se sentir confortável em atuar em tais condições?

Ao lançar tal medida com benefício de, pasmem, até 20% na Prova de Residência médica, o Governo diz que irá aumentar a ocupação das vagas por médicos, em sua maioria recém-egressos. A julgar pela acirrada concorrência vista atualmente, tal diferença será impossível de ser tirada mesmo com as mais altas notas e melhores curriculos desenvolvidos durante a Graduação. Será virtualmente impossível entrar em uma Residência quem não tiver aderido ao Programa. Há justiça nisso? Há legalidade? Haverá, de fato, melhoria da qualidade do Serviço nos Interiores?

Certamente não! Muitos médicos irão ‘forçados’ em busca apenas de tal benefício e tão rapidamente quanto chegarão, irão embora com a aprovação no Concurso. Não formarão vínculos com a cidade nem com a população abrangida pela ESF, aos moldes do que se vê atualmente, pois a rotatividade de recém-formados porá fim a luta por concursos públicos no PSF.

O problema da Saúde no interior do País não é falta de profissionais, mas sim de Estrutura. A situação se perpetuará. Temos que fugir da concepção de saúde centrada no médico e entender que não é culpa nossa a situação por que passa a atenção primária, mas sim de um Governo (Dilma-PT) que no dia 16 de fevereiro deste ano realizou mais um corte na Saúde, dessa vez de 5,4 bilhões.

Se o Governo quiser, de fato, ocupar o interior, tem de oferecer aos Profissionais que ai trabalham condições que os façam criar vínculos. Há de ter Estrutura física para atendimento, Salários adequados, Suporte para atualização continuada, referência/contra-referência adequadas.

Mas isso não dá votos, não é mesmo? O que dá votos é o Doutor, como se sozinho fossemos capazes de mudar o mundo (…).

Para que realmente se valorize é preciso melhorar os salários dos profissionais do PSF, de maneira equitativa; garantir concursos públicos para a demanda de profissionais que temos hoje; uma transformação nos currículos médicos, para que realmente valorizem e formem o profissional apto à atuação na atenção primária e, sobremaneira, mais financiamento.

É por isso que somos contra a Portaria 2087 de 2011, conhecida como PROVAB, e exigimos que esse Conselho delibere pelo descredenciamento da UFC ao PROVAB, por considerar os enormes prejuízos que advirão deste programa.

A medicina do capital e o consumismo tecnológico da saúde

Há algumas semanas, o New York Times estampou a notícia que a Nestlé anunciou a realização de um grande negócio, que vem a mudar completamente o perfil de seus produtos: a aquisição de uma rede especializada em exames médicos para diagnóstico de câncer e de outras doenças crônicas do aparelho gastrointestinal, os laboratórios Prometheus dos Estados Unidos. Não se trata de um lance isolado, mas de uma estratégia pensada com o propósito de gradualmente posicionar a Nestlé como uma empresa-líder no setor privado de exames diagnósticos.

Esse fato vem a comprovar que a verdadeira medicina do capital não é aquela que atua na prestação de serviços de saúde. O hospital atualmente está longe de ser um tipo de empresa que ofereça alta rentabilidade ao capital. Há várias razões para isto, mas uma delas é que, nos Estados Unidos, os salários e os benefícios pagos aos médicos são muito elevados. Os ramos mais promissores de rentabilidade são aqueles que combinam alta tecnologia com mão de obra especializada, mas de custo menos elevado. É o caso dos laboratórios de exames complementares e de investigação genética, bem como as clínicas de tratamento com energia nuclear.

Em que se baseiam essas iniciativas empresariais especialmente lucrativas? Em duas crenças amplamente difundidas nas sociedades contemporâneas: 1) que precisamos de tecnologias que detectem ameaças à saúde nos seus estágios incipientes, se possível no âmbito genético; 2) que precisamos usar qualquer forma de tecnologia que apresente indícios de ser eficaz contra certas enfermidades fatais comuns.

Poucos enxergam aqui os sinais de um consumismo da saúde. Mas, sem dúvida, é o consumismo da saúde que dá sustentação a esses empreendimentos capitalistas. Se já temos à mão tudo o que representa a última palavra em matéria de comunicação computacional, como os tabletes e o iphones, por que abrir mão de tecnologias que possam salvar nossas vidas e de nossos entes queridos?

Esta é caracteristicamente uma fala de consumidor. O problema é que o consumidor fala a mesma língua em todo lugar, nos Estados Unidos e no Brasil. Mas há uma diferença: no Brasil, o nível de renda não permite que as pessoas possam pagar diretamente por essas sofisticadas tecnologias da medicina laboratorial. Aqui é onde entra em cena a reivindicação do direito à saúde, quando este se confunde com o direito do consumidor. Já vem acontecendo que a última invenção farmacológica, o “medicamento de ponta”, seja reivindicada por meio de processo judicial ao SUS. Nada impede que, no andar da carruagem, tenhamos demandas judiciais para acesso a exames sofisticados prestados pela medicina do capital.

Ou será que podemos pensar de maneira mais otimista? É possível que este cenário de consumismo da saúde encontre limites numa mudança radical de nosso sistema de saúde? Esta questão não pode ser respondida por ora, porque simplesmente não sabemos para onde vai o sistema capitalista no Brasil e muito menos se teremos no país um Estado de Bem-Estar, bem regulado e efetivo.

De qualquer modo, é conveniente que os militantes do movimento sanitário entendam o que está se passando em escala mundial com a nova medicina do capital. A evolução empresarial da Nestlé e dos seus produtos pode ser tomada como um indicador claríssimo do que está por acontecer. Inicialmente, inimiga da alimentação materna, a empresa passou, posteriormente, a produzir alimentos rotulados como naturais e saudáveis. E agora se prepara para ajudar a combater o câncer e outras doenças mediante uma grande rede de diagnóstico de alta precisão, mas que representa apenas o ponto de partida de prometidos grandes investimentos no campo da saúde.

A trajetória da Nestlé sinaliza que está havendo em todo o mundo grande movimentação dos capitais em direção ao campo da saúde. Por que isto acontece? Porque graças ao consumismo da saúde, em suas infinitas formas – que podem ser legítimas ou enganosas ou espúrias – a saúde tornou-se um bem mais que desejado; é um bem adorado. As sociedades contemporâneas dedicam uma espécie de culto à saúde como se fosse um novo deus, uma divindade antropocêntrica. Neste sentido, a demanda por saúde – diagnósticos e tratamentos – é quase ilimitada.

Por outro lado, no contexto econômico do término do período da guerra fria, em que os conflitos bélicos emergem apenas focalizados, a indústria da saúde é cada vez mais um substituto politicamente adequado e popularmente endossado da indústria da guerra. Neste novo contexto econômico e cultural, o slogan da medicina do capital talvez possa ser este: faça saúde, não faça guerra. Mas podemos perguntar: que saúde é esta? Há muitas maneiras de questionar essa tendência, buscando alternativas diante da medicina do capital. Mas não há dúvidas que a medicina do capital, à la Nestlé, com seus serviços tecnológicos especiais de diagnóstico, surge como uma resposta natural do mercado, que sempre busca satisfazer qualquer proeminente tendência de consumo da sociedade.